Meus queridos amigos, venho a este blog para demonstrar minha profunda compreensão a um fato que vem tendo grande repercussão na área esportiva. Tenho consciência de que sou um dos poucos que pensam dessa forma, mas creio que vocês vão entender a minha angústia.
Nesta semana, um episódio está tomando conta do jornalismo esportivo. O jogador do Grêmio, Mario Fernandes, recusou a fazer parte dos jogadores convocados para o amistoso contra a Argentina, válido pelo "Superclássico das Américas", aliás, competição de pequeno valor, que até antão, eu não conhecia e as pessoas da minha geração também nunca haviam ouvido falar nesse torneio.
Portanto, não custa fazer um rápido resumo para esclarecer o motivo dessas partidas envolvendo Brasil e Argentina.
O Superclássico das Américas ou Copa Dr. Nicolas Leoz, antiga Copa Roca, é uma competição de futebol que teve início em 1913 e que foi instituída pelo presidente argentino Julio Argentino Roca. Interrompida desde 1976, a competição volta a ser disputada em 2011, após acordo entre a CBF e a AFA (Associação de Futebol Argentino). Apenas jogadores que atuam nos campeonatos nacionais podem participar, devido ao fato dos jogos não ocorrerem em data FIFA.
Pois bem, vamos ao que nos interessa. Em primeiro lugar, respeito a opinião de quem pensa que o jogador deveria fazer parte dos convocados para o amistoso, porém tenho uma ideia que vai além da prática esportiva, que ultrapassa o fator profissional, que é a questão individual, própria das condições pessoais, emocionais, aquelas que mexem com a psique do atleta.
A meu ver a questão pessoal está acima da questão profissional. Vamos trabalhar com a seguinte hipótese: alguém está com 39 graus de febre, prestes a morrer, fraca fisicamente e emocionalmente, sem condições de trabalhar, e o diretor da empresa na qual trabalha precisa de seu apoio, senão esta será demitida. O que a pessoa deve fazer? Ir ao trabalho, indisposta, e correr o risco de passar mal? Ou rejeitar a obrigação e seguir a vida, mesmo sendo despedida?
A segunda opção é, na minha visão, a mais correta. Exatamente esta situação pode ser transferida para o contexto do jogador do Grêmio. Se a pessoa Mario Fernandes não tem condições de exercer seu dever, porque o jogador Mario Fernandes tem que se submeter a uma ordem vinda da CBF, repito, da CBF? Ele tem todo o direito de recusar a convocação. Agora, claro, as conseqüências podem ser as piores possíveis e ele deve ter consciência disso.
Portanto, vamos acalmar os ãnimos, refletir melhor sobre o fato, porque o que estou vendo, ouvindo e lendo sobre esse assunto está me deixando perplexo, horrorizado com certos ex-jogadores de futebol que dão outra importância ao futebol, muito maior que a de Mario Fernandes, e por isso não permitem que ele siga sua vida, normalmente, como se o futebol fosse a coisa mais importante do mundo.
Sou apaixonado por futebol, mas quando ouço certas coisas, penso se vale mesmo a pena seguir esse futuro. Ainda não acabaram com o meu sonho de seguir a carreira de jornalista esportivo, mas do jeito que Ricardo Teixeira e companhia tratam o futebol, como se fossem donos dele, se continuar dessa forma, posso até rever o meu futuro.
Muitos dizem que o futebol é a coisa mais importante das menos importantes. Aqui, agora, monto outra frase: o futebol é a coisa menos importante das menos importantes.
Até a próxima!
Adorei seu blog Rapão!
ResponderExcluirMari Margulies
Muito obrigado Mari, de verdade. Fico feliz que você está acompanhando meu blog. Procuro fazer o que gosto, com paixão e certa cautela. Continue acompanhando o meu blog! Apesar do tempo estar meio corrido, sempre que há uma brecha, busco fazer o que mais amo, que é escrever. Como você pôde notar nessa última postagem, tento desviar um pouco do assunto em vigor, o futebol, comparando com certas situações do cotidiano. Aliás, estou pensando em fazer outro blog, só de poemas, que também é uma paixão que tenho.
ResponderExcluirAgradeço novamente seu comentário e a força que você me dá para continuar escrevendo.
Beijão e tudo de bom na sua vida!