Ponte Preta e Guarani pararam o estado de São Paulo e o Brasil na tarde de hoje. Tirando o Milton Neves, não vi ninguém apostar 100% nos times de Campinas. A Ponte jogou no Pacaembu, como se fosse sua própria casa, fez do Corinthians um mero observador de seu futebol eficiente, e deixou sua torcida feliz da vida. Seu maior rival, o Bugre repetiu a atuação que teve na primeira fase contra o Palmeiras e não deu chances para o time de Felipão. Fumagalli assumiu o papel de personagem principal do jogo, marcou o gol olímpico e deixou Marcos Assunção como coadjuvante.
Quem já estava dizendo que Corinthians e Palmeiras iriam decidir uma das semifinais queimou a língua, como nunca antes, mas a surpresa campineira não esconde a fraqueza do campeonato. A partir de 2000, somente em três campeonatos, os grandes chegaram até às semifinais, o que mostra a dificuldade da competição. O sistema de disputa favorece resultados como esses. A Ponte se beneficiou da regra de um jogo único, mesmo estando sete posições atrás na zona de classificação para a segunda fase. Isso é ridículo, pois o que adianta o time liderar por 19 rodadas, e enfrentar o pior time classificado, sem ter vantagem alguma, a não ser jogar no seu estádio? O mais justo, na minha visão, seria o campeonato de pontos corridos, no qual o campeão é aquele que soma mais pontos. Mas há quem diga que a maior graça do futebol é a surpresa, o inesperado, o imprevisível.
Essa não é a primeira vez que o líder tropeça diante do oitavo colocado. No Brasileirão de 2002, o São Paulo, dono da melhor campanha na primeira fase, enfrentou o Santos, treinado por Leão, que se classificou na bacia das almas. Resultado: em dois jogos, duas vitórias santistas que deram motivação para eliminar time por time até derrotar o Corinthians na decisão.
Leão terá a semana mais difícil, desde a sua volta ao Morumbi. Na quinta-feira, visitará a empolgada Ponte Preta em Campinas e, no domingo, terá o Santos pela frente. Na última vez que o São Paulo levantou a taça do Paulistão (nos bons tempos de pontos corridos), Leão era o técnico. Mas dessa vez, do outro lado, estará apenas o atual bicampeão paulista. Será um teste de fogo para o São Paulo, eliminado nos dois últimos campeonatos pelo Santos, e que tenta acabar com a fama de se dar mal nos clássicos.
O regulamento do campeonato é ruim. Prova disso é a média de público: 5210 pagantes por jogo. Esperamos 19 rodadas para termos emoção na parte final do campeonato. Portanto a Federação Paulista de Futebol deveria rever o regulamento, criar algo melhor, mais competitivo, deixando, assim, de nos acordar, somente quando a bola já está cansada.
Sejam bem-vindos!
Sintam-se em casa, o blog é de vocês também. Aceito sugestões, reclamações, críticas. O blog é feito com total dedicação para levar a você informação, opinião e humor. Obrigado a todos!
domingo, 22 de abril de 2012
Palpites dos Jogos de Hoje
Paulistão 2011
Quartas-de-Final
Corinthians x Ponte Preta - 16h00 - Pacaembu
No Pacaembu, o Timão é favorito, mas tem que tomar cuidado com os contra-ataques perigosos comandados por Renato Cajá, Caio e Rodrigo Pimpão. A Macaca não derrotou nenhum grande na primeira fase, e isso pode ser uma força de motivação a mais para derrotar o líder do campeonato.
Palpite: Corinthians 3x1 Ponte Preta
Santos x Mogi Mirim - 16h00 - Vila Belmiro
O Mogi surpreendeu o Santos na primeira fase, vencendo o jogo por 3 a 1, mas na ocasião Muricy havia escalado os reservas. Hoje, muda tudo e na Vila, deve valer a tradição do peixe, atual bicampeão paulista.
Palpite: Santos 2x0 Mogi Mirim
Guarani x Palmeiras - 18h30 - Brinco de Ouro
O jogo mais duro para um grande é o do Palmeiras, sem dúvida, pois o Bugre, jogando em casa é terrível. O verdão que o diga, ao perder na primeira fase por 3 a 1. Acredito que esse será o melhor jogo das Quartas, e vejo o Guarani, do artilheiro Fumagalli, com mais chances de se classificar às semifinais.
Palpite: Guarani 2x2 Palmeiras (Guarani vence nos pênaltis)
sábado, 21 de abril de 2012
Sem Fabuloso, a história é outra
Luis Fabiano estava pendurado com dois cartões amarelos, levou o terceiro na goleada sobre o Bragantino por 4 a 1 e estará de fora da semifinal, que provavelmente será contra o Santos a não ser que o Mogi Mirim surpreenda na Vila Belmiro.
A falta aconteceu e Luis levou o cartão justamente. Ele foi imprudente e desfalca o time no momento mais importante do campeonato.
Aliás, é incrível como o São Paulo sofre com esses imprevistos de cartões, contusões, convocação pra seleção, etc. No clássico contra o Corinthians, Luis estava machucado e agora no seu melhor momento no clube, desde sua volta, perde a oportunidade de ajudar o time a chegar à decisão.
Sem Luis na semifinal, Leão deverá colocar William José, o artilheiro do time no Paulistão, com 10 gols ou improvisar Cícero na frente ao lado de Lucas e Fernandinho.
Se o Santos passar pelo Mogi Mirim (jogo que acontece amanhã às 16h00 na Vila), o peixe terá uma semana complicada, pois viajará a Bolívia, para enfrentar o Bolívar na quarta-feira e no domingo jogaria o clássico. O São Paulo também terá problemas, já que jogará na quinta contra a Ponte Preta em Campinas, com apenas dois dias de descanso.
Não adianta a torcida lamentar a ausência do principal centroavante afinal William José tem correspondido e este é o jogo que pode levantar a sua moral. Ele tem potencial para decidir e pode substituir Luis à altura.
A falta aconteceu e Luis levou o cartão justamente. Ele foi imprudente e desfalca o time no momento mais importante do campeonato.
Aliás, é incrível como o São Paulo sofre com esses imprevistos de cartões, contusões, convocação pra seleção, etc. No clássico contra o Corinthians, Luis estava machucado e agora no seu melhor momento no clube, desde sua volta, perde a oportunidade de ajudar o time a chegar à decisão.
Sem Luis na semifinal, Leão deverá colocar William José, o artilheiro do time no Paulistão, com 10 gols ou improvisar Cícero na frente ao lado de Lucas e Fernandinho.
Se o Santos passar pelo Mogi Mirim (jogo que acontece amanhã às 16h00 na Vila), o peixe terá uma semana complicada, pois viajará a Bolívia, para enfrentar o Bolívar na quarta-feira e no domingo jogaria o clássico. O São Paulo também terá problemas, já que jogará na quinta contra a Ponte Preta em Campinas, com apenas dois dias de descanso.
Não adianta a torcida lamentar a ausência do principal centroavante afinal William José tem correspondido e este é o jogo que pode levantar a sua moral. Ele tem potencial para decidir e pode substituir Luis à altura.
sábado, 7 de abril de 2012
terça-feira, 3 de abril de 2012
Ajuda desnecessária
Uma partida de futebol é como um jogo de xadrez. Os times procuram se estudar detalhadamente, tentando surpreender com um xeque-mate a qualquer instante.
O jogo entre Barcelona e Milan, no Camp Nou, evidenciou duas coisas:
1. O melhor time do mundo enfrentou problemas contra um time bem postado defensivamente, ou seja, a superioridade caiu por terra.
2. Messi decidiu a partida novamente, o Jornal Nacional o idolatrou como sempre, tudo foi muito bonito, pareceu até ser natural.
A verdade é que o Milan foi prejudicado pelo árbitro holandês Bijorn Kuiprs. O primeiro pênalti existiu, apesar de ser um lance de interpretação. Antonini deu um carrinho em Messi, tirando a possibilidade de ele se manter em pé. O segundo pênalti, na minha visão, não existiu. Dá pra ver que Nesta segura Busquets, mas a bola nem estava em jogo. É um lance duvidoso por não termos a visão do empurra-empurra após a bola ter sido cruzada e isso é primordial para se analisar corretamente.
No lance do primeiro pênalti, Messi estava impedido quando recebeu a bola. Isso passou batido.
Caso o jogo não tivesse esses lances duvidosos, o Milan poderia fazer frente ao Barça. Aliás, até a metade do primeiro tempo, fazia, mas depois que foi marcado o segundo pênalti, se perdeu completamente em campo, e isso é fatal quando se joga contra jogadores como Messi, Iniesta e Xavi.
Pelos resultados, o Barcelona é o melhor time do mundo sem dúvida.
Mas nem sempre os resultados demonstram a real superioridade.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Um Campeonato que dá sono
Estamos chegando ao final do Campeonato Paulista. Nos confrontos entre grandes e pequenos, tivemos apenas duas vitórias dos pequenos, o que demonstra plena vantagem dos grandes.
A questão que eu levanto é "Qual o objetivo de 19 rodadas em que após 17 delas, os pequenos só comemoraram duas vitórias sobre os grandes?"
É simples responder essa pergunta:
Fazer com que os quatro grandes se classifiquem, e enfrentem nas semifinais quatro times pequenos.
Muito bem.
Então chegamos à conclusão de que as semifinais muito provavelmente serão formadas pelos quatro grandes. Aconteceu isso no ano passado e na atual temporada, apesar de alguns times pequenos, como o Mogi Mirim dificultarem a vida de alguns grandes, a chance de eles se darem bem na parte final é pequena a não ser que haja algum clássico nas Quartas-de-Final, o que colocaria frente a frente dois times pequenos.
No final dos anos 2000, muito se reclamou do Torneio Rio-São Paulo, porque, segundo os torcedores, apenas jogos entre os grandes das duas cidades fica muito chato.
Concordo nesse aspecto, mas há de se perceber que falta um brilho para esse campeonato paulista.
Sonolento, modorrento, chato...
Muitos adjetivos podem resumir o Campeonato Paulista.
No mata-mata, tudo pode acontecer, mas esperar quase dois meses para se ter uma definição, que era desde o início, evidente, é lamentável.
A questão que eu levanto é "Qual o objetivo de 19 rodadas em que após 17 delas, os pequenos só comemoraram duas vitórias sobre os grandes?"
É simples responder essa pergunta:
Fazer com que os quatro grandes se classifiquem, e enfrentem nas semifinais quatro times pequenos.
Muito bem.
Então chegamos à conclusão de que as semifinais muito provavelmente serão formadas pelos quatro grandes. Aconteceu isso no ano passado e na atual temporada, apesar de alguns times pequenos, como o Mogi Mirim dificultarem a vida de alguns grandes, a chance de eles se darem bem na parte final é pequena a não ser que haja algum clássico nas Quartas-de-Final, o que colocaria frente a frente dois times pequenos.
No final dos anos 2000, muito se reclamou do Torneio Rio-São Paulo, porque, segundo os torcedores, apenas jogos entre os grandes das duas cidades fica muito chato.
Concordo nesse aspecto, mas há de se perceber que falta um brilho para esse campeonato paulista.
Sonolento, modorrento, chato...
Muitos adjetivos podem resumir o Campeonato Paulista.
No mata-mata, tudo pode acontecer, mas esperar quase dois meses para se ter uma definição, que era desde o início, evidente, é lamentável.
Assinar:
Comentários (Atom)

