Ontem na Bombonera, este dilema foi quebrado por um time reconhecido por ser eficiente em grandes decisões continentais, mesmo não tendo craques fenomenais nem talentos diferenciados.
A provocação a um dos maiores campeões da Libertadores jogou contra o Corinthians, na noite de ontem. Simplesmente, o campeão mundial esperou que algum milagreiro de São Jorge "santificasse" o time de Tite, irreconhecível nos noventa minutos, muito aquém daquele mesmo Corinthians que, com um gol de Romarinho na final do ano passado, se credenciou ao seu primeiro título, calando o estádio preenchido por torcedores xeneizes.
Pode-se destacar vários erros infantis. Faltou competência na marcação ao volante Ralf e sobrou desatenção por parte de Cássio e Fábio Santos, mas acima de tudo, a raça vista no ano passado, marcante nos dois títulos conquistados, não esteve presente na Argentina.
Talvez por um pouco de soberba. Talvez um relaxamento natural que deve ser aceito por se tratar de um adversário gigante como o Boca.
Mais uma vez, fica comprovado que a vitória se conquista dentro de campo.
E a superioridade sucumbiu à soberba. Um dia antes da decisão, o presidente Mário Gobbi disse claramente que "a intenção de forma alguma é humilhar o Boca". Se fosse eu o presidente, nem cogitaria tal hipótese, declaração infame que só prejudicou o andar da carruagem.
Todos sabemos que o Corinthians é superior ao Boca, mas jogar com responsabilidade e respeito é o mínimo que um campeão mundial deveria fazer.