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sábado, 22 de dezembro de 2012

Por que jogadores mais humildes não fazem sucesso no futebol?

Sentado no sofá de minha casa, acompanhando uma reportagem do Sportscenter, da Espn, fiquei seriamente inconformado com o fato de alguns jogadores mais humildes, que não se deixam levar por aspectos como a fama e o sucesso, serem levados a disputar competições menores, em que a valorização de seu futebol se torna omissa.

A reportagem se referia ao jogador Mineiro, autor do gol que rendeu ao São Paulo o título mundial de 2005, e que no próximo ano, disputará a Quarta Divisão do futebol alemão, atuando pelo desconhecido TuS Koblenz.

O volante que começou sua carreira no Rio Branco, de Americana, teve destaque no time do São Caetano, campeão paulista de forma inédita em 2004, sendo contratado por Émerson Leão para jogar no São Paulo. Lá, ele conquistou o Campeonato Paulista de 2005, a Libertadores e o Mundial de Clubes, no mesmo ano. Chegou até a ser convocado para um amistoso da Seleção Brasileira, contra a Guatemala, no Pacaembu.

          Mineiro, um jogador desvalorizado pela mídia (Foto: Lancenet)

Pois bem, caro leitor. A pergunta que fica na nossa mente é: por que a carreira de Mineiro teve uma súbita queda, em tão pouco tempo?

O próprio jogador, em entrevista, afirmou que isso se deve à sua humildade, a sempre ser um jogador discreto, sem utilizar o marketing para crescer no futebol. Ainda disse que não pensa em voltar ao Brasil, pois as propostas levadas a ele são de curto prazo, e a sua vontade seria jogar por longo período, com possibilidade de voltar em alto nível ao futebol brasileiro.

Fica aqui a minha indignação com esse fato. Espero e torço para que jogadores como Mineiro e tantos outros sejam mais valorizados no mundo do futebol, não só como profissionais, mas também como pessoas.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Que gol é esse?

Calendário deixa a desejar

Após o título mundial conquistado pelo Corinthians, alguns debates esportivos voltaram a questionar a forma como o calendário brasileiro é organizado. O comentarista Flavio Prado, da TV Gazeta, estava revoltado com a disparidade entre o nosso futebol e o europeu, argumentando que torneios como a Copa Mercosul, a Copa Interamericana, a Supercopa da Libertadores e outros deveriam servir de disputa no primeiro semestre, já que o Campeonato Paulista, em nível técnico deixa a desejar.

Alguns comentaristas, no calor do título corinthiano, já colocaram o futebol brasileiro como superior ao europeu, o que convenhamos, é absurdo, visto que a qualidade deles está bem acima da nossa, simplesmente porque o rigor tático e técnico impõem um futebol objetivo, sem muitas surpresas. Quando se viu na Europa um lateral cruzando para outro cabeçear? Aqui no Brasil, isso é costume. O título conquistado pelo Corinthians comprova a força dos times brasileiros em disputa de jogo único com os times europeus, assim como aconteceu nas vitórias do São Paulo, em 2005, e do Inter, em 2006.

A ideia de Flavio Prado tem que ser estudada. Em vez de Campeonatos Estaduais, por que não dar uma oportunidade para torneios que mesclem times como Milan, Santos, Barcelona, Corinthians, Flamengo, Manchester e São Paulo? Aliás, antigamente, os europeus vinham jogar aqui, mas ultimamente eles não têm sequer entusiasmo para isso, frente a balbúrdia criada em torno dos estádios e a violência de uma minoria revoltada.

Temos que começar a pensar em opções que valorizem mais o nosso futebol, pois sinceramente jogar contra equipes como Mirassol, Guarani e Mogi Mirim, no primeiro semestre, sem tempo para pré-temporada é o fim da picada.

domingo, 16 de dezembro de 2012

A raça dos "Guerreros" prevaleceu no Japão

O torcedor corinthiano contava os minutos para a bola rolar no Japão. Apesar de ser muito cornetado pelos torcedores rivais, o time de Tite sempre se mostrou muito frio, parecendo até que não se tratava de uma decisão mundial. 

O que pesou nessa final foi a alma de "Guerreros", comprovando mais uma vez a força dos times brasileiros quando enfrentam os europeus em um jogo único. Deve-se elogiar todo o elenco do Corinthians, mas também frisar que o fator psíquico novamente fez a diferença. O Chelsea entrou em campo, como se estivesse jogando pelo campeonato inglês, até deu um sufoco nos primeiros minutos, mas sucumbiu à força e garra corinthiana. 

Confesso que há tempos não assistia uma partida com tanta emoção. A torcida alvinegra "alugou" o estádio de Yokohama por 90 minutos, como se estivesse jogando em casa. O Corinthians se sagrou bicampeão mundial pela FIFA, merecidamente, sem dúvida. Mas o que se deve ressaltar é a alternância de altos e baixos nos últimos anos da equipe. Do rebaixamento para os títulos da Copa do Brasil e do Paulistão. Da derrota frente o Tolima para os títulos do Brasileirão no ano passado, a Libertadores e o Mundial, neste. Trata-se de uma evolução gigantesca em todos os sentidos: tático, técnico e emocional, típicos de uma equipe vencedora. 

O título mundial conquistado nessa manhã pelo Corinthians deve servir de exemplo também para a seleção brasileira, que não vence uma Copa do Mundo contra gigantes há duas edições. 

Venceu o Corinthians, venceu o futebol brasileiro. Somos a prova de que podemos ir muito mais longe, como nação mestre no futebol, ostentadora de cinco títulos mundiais.

Parabéns Corinthians!