O torcedor corinthiano contava os minutos para a bola rolar no Japão. Apesar de ser muito cornetado pelos torcedores rivais, o time de Tite sempre se mostrou muito frio, parecendo até que não se tratava de uma decisão mundial.
O que pesou nessa final foi a alma de "Guerreros", comprovando mais uma vez a força dos times brasileiros quando enfrentam os europeus em um jogo único. Deve-se elogiar todo o elenco do Corinthians, mas também frisar que o fator psíquico novamente fez a diferença. O Chelsea entrou em campo, como se estivesse jogando pelo campeonato inglês, até deu um sufoco nos primeiros minutos, mas sucumbiu à força e garra corinthiana.
Confesso que há tempos não assistia uma partida com tanta emoção. A torcida alvinegra "alugou" o estádio de Yokohama por 90 minutos, como se estivesse jogando em casa. O Corinthians se sagrou bicampeão mundial pela FIFA, merecidamente, sem dúvida. Mas o que se deve ressaltar é a alternância de altos e baixos nos últimos anos da equipe. Do rebaixamento para os títulos da Copa do Brasil e do Paulistão. Da derrota frente o Tolima para os títulos do Brasileirão no ano passado, a Libertadores e o Mundial, neste. Trata-se de uma evolução gigantesca em todos os sentidos: tático, técnico e emocional, típicos de uma equipe vencedora.
O título mundial conquistado nessa manhã pelo Corinthians deve servir de exemplo também para a seleção brasileira, que não vence uma Copa do Mundo contra gigantes há duas edições.
Venceu o Corinthians, venceu o futebol brasileiro. Somos a prova de que podemos ir muito mais longe, como nação mestre no futebol, ostentadora de cinco títulos mundiais.
Parabéns Corinthians!
Nenhum comentário:
Postar um comentário