Ontem, no UFC/RIO, só deu Brasil. Toquinho, Victor Belfort e José Aldo derrotaram seus adversários. Isso todos viram e aplaudiram.
O que fico me perguntando quando vejo essas lutas é "Por que o povo gosta de briga, de sangue?" Será que há alguma relação com a política de Pão e Circo na Roma antiga, na qual se oferecia aos romanos alimentação e diversão, ao mesmo tempo em que havia lutas de gladiadores?
Percebo, a cada dia que passa, maior aglomeração das pessoas em eventos que tenham disputas físicas. O MMA (Artes Marciais Mistas) ganhou enorme visibilidade nos últimos anos, principalmente porque há intensa participação publicitária que só se preocupa em arrecadar. Ontem, na transmissão de Galvão Bueno, pela TV GLOBO, fiquei realmente pensando e tentando entender o motivo de tanta alegria e euforia. O narrador, com anos de experiência, gritou "Acabou, acabou, acabou", quando o brasileiro José Aldo nocauteou o americano Chad Mendes. O mesmo grito de euforia que levou o telespectador da Copa do Mundo de 1994 a maior extasia possível, após aquela disputa de pênaltis dramática contra a Itália.
Podem até dizer que isso é apenas um esporte. Inclusive o próprio Anderson, ontem na transmissão, disse que há mais contusões no futebol do que no MMA. Até aí, concordo, mas todo esse deslumbramento, na minha visão, é exagerado. Ao mesmo tempo em que Galvão comemora uma chave de braço em um lutador profissional, há milhões de pessoas passando fome.
Se esse grito servisse para reduzir a violência, acabar com a pobreza e melhorar a situação econômica, valeria a pena investir nele.
Pena que a mídia não está preocupada com isso.
Nenhum comentário:
Postar um comentário