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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Muitos dentro de um

Começou em 1992, terminou em 2012. Vinte anos de uma carreira gloriosa, cheia de conquistas nacionais e internacionais, em que chegou a ganhar status de Santo pela narração ufanista brasileira. Dentro de campo, dificilmente era desrespeitado; fora dele uma pessoa rara, humilde e simples, sempre com a mesma postura, seja com o sorveteiro da esquina ou com o Presidente de seu país. Muitos adjetivos podem traduzir o que foi Marcos Roberto Silva Reis, mas a história de vida que construiu merece ser lembrada eternamente e por mais que as palavras façam bem ao ser humano, nada melhor do que a própria trajetória do goleiro para demonstrar a nobreza de um profissional, acima de tudo uma pessoa pura. Não à toa, conquistou o respeito de todos os torcedores, mesmo os dos maiores rivais. É realmente tarefa árdua ver pontos positivos em qualquer um, pois todos colocam a crítica em primeiro plano e esquecem as virtudes da pessoa. Mas em Marcos, a empatia é gigantesca a ponto de suas falhas, justamente, ficarem em segundo plano.


Faço questão de anexar os vídeos de jogos em que fiquei de boca aberta. Aqueles jogos em que o mais fanático torcedor, seja de qual for o time, nunca esquece.


Copa Libertadores de 2000, semifinal. Vale lembrar o contexto desse jogo histórico e marcante na memória dos palmeirenses. Marcos era reserva de Veloso, que se machucou antes de um clássico contra o maior rival Corinthians, dando a oportunidade de ouro para o goleiro inexperiente até então. Foi o jogo que consagrou Marcos. Para muitos, sua melhor exibição ocorreu na semifinal de 99, na partida de ida contra o River Plate, mas o pênalti cobrado por Marcelinho e defendido por ele levou a torcida a loucura. Se perguntarmos para o torcedor que tinha na época 10 anos, qual o jogo de Marcos que mais fica na memória, sem dúvida, vai responder o clássico que levou o verdão a final da maior competição continental. Isso porque o maior ídolo da Fiel, Marcelinho Carioca teve seu pênalti espalmado pelo arqueiro  alviverde.



No ano anterior, o verdão chegava ao título da Libertadores, mas para isso contou com ótima atuação de Marcos na semifinal contra o poderoso River Plate. No jogo de ida, placar de 1 a 0 para os argentinos e na volta 3 a 0 para os brasileiros. Acima você confere o compacto do grande jogo em Buenos Aires.


Marcos não teve somente momentos de consagração e alegria. Também viveu a dura realidade de todo goleiro, que não escapa de um "frango". Contra o Vitória, pela Copa do Brasil de 2003, o goleiro furou a bola de forma bizarra, lance do qual, hoje, ele mesmo se diverte, quando lembram dele.

Por tudo isso, te desejo muita sorte nessa nova etapa, Marcão. E que você fique guardado na memória de todo torcedor brasileiro, até porque se não fosse a sua brilhante apresentação contra a Alemanha em 2002, não haveria Ronaldo que pudesse nos dar o título.

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